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Serpentes exóticas

Proliferação de cobras nos EUA afeta população de mamíferos. 01/02/2012.

          Sabemos que a soltura irregular de animais silvestres exóticos ou nativos pode ocassionar um desequilíbrio no ambiente natural. Normalmente a espécie invasora compete com as espécies nativas na alimentação e na busca por abrigo, além de disseminarem novas doenças. Um levantamento realizado por cientistas dos Estados Unidos afirma que a invasão de cobras píton-birmanesas no sul da Flórida tem contribuído para o desaparecimento de pequenos mamíferos na região, antes detectados com maior frequência em estudos feitos nas estradas que cortam o Parque Nacional Everglades.

         A pesquisa publicada nesta segunda-feira (30) na revista científica da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”, analisou uma área de 56,9 mil km de rodovias entre 2003 e 2011 e comparou com dados anteriores a este período.

         As informações apontaram uma redução de 99,3% na frequência de observação do guaxinim, além de queda no número de visualizações do gambá e do lince-pardo.

         Os dados revelaram ainda que estas espécies de mamíferos são mais comuns em áreas onde as pítons foram descobertas recentemente, sendo que são mais abundantes fora da faixa onde estão essas cobras, cuja espécie é proveniente da Ásia.

Efeito na biodiversidade – O artigo científico diz que ainda não é possível saber quais serão os efeitos do declínio de mamíferos sobre o ecossistema, mas trabalha com a hipótese de alterações na cadeia alimentar. Os resultados sugerem que as grandes serpentes, que atuam como predadores, podem exercer pressão na alimentação das populações vertebradas.

         Recentemente, o governo dos Estados Unidos proibiu a importação de quatro espécies diferentes de cobra, entre elas a píton-da-Birmânia. No Brasil existe uma lei que proibe a importação de répteis de qualquer espécie desde 1998.

          A lei americana proíbe formalmente a importação e o transporte entre estados desta espécie, além da píton-do-norte-da-áfrica, da píton-do-sul-da-áfrica e da anaconda-amarela. Segundo o Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês), a nova norma entra em vigor dentro de dois meses.

          O FWS disse ainda que os milhões de dólares já gastos pelos EUA no pântano Everglades são “uma quantidade muito menor que a necessária para combater seu desaparecimento”. O país ainda considera enquadrar outras cinco espécies de cobra na proibição.

Fato curioso: A anaconda-amrela é a sucuri amarela (Eunectes notaeus), uma espécie de boidea encontrada no Pantanal e, não há registro de criadores no Brasil autorizados pelo IBAMA. Fica então a dúvida: de onde os EUA importam esses animais? Ou será espécies originárias do tráfico?

Fonte: Globo Natureza

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