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Camelos na América do Sul?!

Conheça um pouco sobre esses animais.

          Muitas pessoas conhecem ou já viram um Camelo ou um Dromedário, aquele animal de corcovas (gibas) que normalmente aparecem vivendo nos desertos. Na verdade existe uma diferença básica entre esses dois animais, que é a quantidade de giba!
- Camelo (C. bactrianus): possui duas gibas e são originários da Ásia, principalmente do deserto de Gobi, na China, e Mongólia.
- Dromedário (Camelus dromedarius): possui uma única giba e são encontrados no Norte da África e do Oriente Médio.

          Mas, poucas pessoas sabem que os Lhamas, Alpacas, Guanacos e Vicunhas da América do Sul são da mesma família dos Camelos e Dromedários, ou seja, pertencem a família Camelidae. Diferentes, não possuem as “famosas corcovas” de seus primos, mas apresentam uma grande quantidade de pêlo. Os camelídeos da América do Sul pertencem ao gênero Lama e espalham-se pelos Andes e a Patagônia. Há duas espécies selvagens, a Vicunha e o Guanaco,  e as raças domésticas do guanaco: Lhama e a Alpaca.

As principais diferenças entre eles são:
Vicunha (Vicugna vicugna), é o animal que possui o menor tamanho entre os camelídeos andinos chegando no máximo a 1,30 metros de altura e podendo pesar até 40 kg. Tem o pescoço mais fino do que o dos seus primos. Sua pelagem é muito fina e por isso tem alto valor comercial; por esse motivo, a vicunha esteve à beira da extinção por causa dos caçadores ilegais. Vive nos Andes e no Equador, habitando de 3.000 a 4.600 metros acima do nível do mar, região de estepe elevada, desértica e desprovida de árvores, localizada acima da zona de lavouras cultivadas. A população de vicunhas, que chegou a ter apenas 25.000 exemplares, chega a quase 170.000 atualmente (aproximadamente 100.000 vivem no Peru), e o número vem crescendo em média 8% por ano. Em comparação com os camelos do velho mundo, a vicunha possui cascos mais profundamente bipartidos, permitindo que caminhe e corra com mais aptidão em encostas rochosas. Outra importante adaptação são os dentes semelhantes aos de roedores, os quais crescem continuamente e permitem que a vicunha “se alimente de pequenos arbustos rentes ao solo.

Guanaco (L. glama guanicoe), espécie de lhama selvagem vive principalmente no Peru, nas partes mais áridas do deserto do Atacama, no Chile, e também no úmido arquipélago da Terra do Fogo. Apresenta pelagem mais curta, calos nos joelhos, orelhas retas e pontudas e, cor castanho avermelhada, diferenciando-o principalmente do lhama. Um fato curioso: pode passar quatro dias sem água e vive em grandes alturas, próximas aos 4.000 metros. Não é de interesse econômico e portanto, vive em estado selvagem

Lhama (Lama glama), de aparência curiosa. Seu pescoço é alongado e seu pêlo, fino e longo, tem cores em tonalidades diferentes. Sua cabeça é oval, diferente da cabeça redonda das alpacas. Pode atingir 1,7 metros de altura, seu comprimento varia entre 1,4 e 2,4 metros (contando com a cauda de aproximadamente 25 cm) e chega a pesar 150 kg.
Existem duas variedades de lhama: a Chaku, que apresenta mais pêlo, e a Qara, que têm pouco pêlo. São utilizados para produção de carne, couro e lã. Atualmente, as criações de lhama em cativeiro visam principalmente à produção de carne e a utilização para o transporte de carga, já que a alpaca produz lã mais longa e macia.

Alpaca (Lama pacos), difere principalmente da Lhama pelo seu menor tamanho e pêlos mais macios e compridos. Por isso é criada para produção de lã. A fêmea é tosquiada todo ano, mas o macho conserva seu pêlo que serve como sela natural e permite que a carga lhe seja posta diretamente nas costas, embora não agüente tanto peso como o Lhama.

          Esses animais apesar de demonstrarem grande curiosidade e muita tranqüilidade, irritam-se facilmente, tendo o hábito de cuspir em outros animais e mesmo no homem, com o objetivo de intimidar. As Alpacas e Lhamas encontram-se domesticados a mais de 4 mil anos.

      

Foto inicial: Biol. Vinícius Fonseca
Texto: Med. Vet. Samário Menezes
 

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