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Moda e Cultura

A Ecoloja® procura vestir com consciência e valorizar o resgate de cultura, estimulando o conhecimento de nossa língua indígena.

          Utilizando a malha feita com fios de poliéster oriundos da reciclagem da garrafa pet, com imagens de animais da fauna brasileira e seus respectivos nomes indígenas, produzidas pela artista plástica Darci Antiqueira – Dant, a Ecoloja® está divulgando o Nheengatu, também conhecido como a língua geral, ou ainda pelo nome latino Língua Brasilica, é uma língua do tronco tupi, da família Tupi-Guarani. É a língua materna de parte da população cabocla do interior amazônico.

          O Nheengatu foi desenvolvido pelos jesuítas nos séculos 16 e17, com base no vocabulário e na pronuncia tupi, que era a língua das tribos da costa, tendo como referencia a gramática da língua portuguesa, enriquecida com palavras portuguesas e espanholas. A língua geral ou nheengatu foi usada correntemente pelos brasileiros de origem ibérica, como língua de conversação cotidiana, até o século 18, quando foi proibida pelo rei de Portugal.
Do nheengatu ficou como remanescente o dialeto caipira, tema recente de dicionário e objeto de estudos lingüísticos, onde encontramos pronúncias da língua tupi, reduções e adaptações da língua portuguesa. No século 16, já observara que os índios da costa tinham grande dificuldade para pronunciar letras como o “L” e o “R”. Especialmente na finalização de palavras como “quintal” e “animal”; ou verbos como “falar”, “dizer” e “fugir”. Essas letras foram simplesmente suprimidas e as palavras transformadas em “quintá”, “animá”, “falá”, “dizê”, “fugi”.

          Dificuldades também havia para pronunciar as consoantes dobradas. Daí que, no dialeto caipira, “orelha” tenha se tornado “orêia” (uma consoante em vez de três; quatro vogais em vez de três), “coalho” seja “coaio”, “colher” tenha virado ”cuié”, “os olhos” sejam “o zóio”... E no Nordeste ainda se ouve a suave “fulô” no lugar da menos suave “flor”. Uma abundância de vogais em detrimento das consoantes, até mesmo com a introdução de vogais onde não existiam. Exatamente o contrario da evolução da sonoridade da língua e Portugal, em que predominam os ásperos sons das consoantes. No Brasil, a língua portuguesa ficou mais doce e mais lenta, mais descansada, justamente pela enorme influência das sonoridades da língua geral, o nheengatu. 

          Portanto, podemos dizer que somos um povo bilíngüe, e o reconhecimento desse bilingüismo seria fundamental no trabalho dos educadores, em particular para enriquecer a compreensão da língua portuguesa.

Curiosidades:
- A língua nheengatu se desenvolveu numa época em que o Brasil, sendo colônia de Portugal, era-o da Espanha, em virtude da unificação das coroas desses dois países, de 1580 a 1640. Sobre o nheengatu, o padre Anchieta escreveu uma gramática e deixou várias orações e textos traduzidos;

- Há algum tempo a Câmara de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, bem na fronteira, aprovou lei que reconhece o nheengatu como língua oficial, junto com o português (e o espanhol), pois sua população fala as três línguas;

- Eduardo de Almeida Navarro, professor da Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo, esclarece que no século 16, a língua brasílica começou a ser aprendida pelos portugueses que, de início, eram minoria entre os índios, numa proporção de 10 para 1 .“Como grande parte dos colonos vinham para o Brasil sem mulheres, os portugueses passaram a viver com mulheres indígenas, assim, a língua brasílica passou a ser a língua materna de seus filhos, especialmente nas áreas mais afastadas do centro administrativo da Colônia, que era a Bahia. Era língua comum entre os portugueses, descendentes, e também seus escravos, inclusive os africanos.” Mas é claro que a influência da cultura européia e africana seria logo sentida pela língua indígena. De fato, a partir da segunda metade do século 17, a língua brasílica sofreu várias modificações, passando a ser chamada de língua geral, que foi falada até 1758. Considera-se este ano como o da morte do tupi no Brasil. Foi quando o Marquês de Pombal, em nome do rei Dom José I, proibiu o ensino e o uso do tupi em todo o território nacional, instituindo o português como única língua do Brasil.
 

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Fonte: www.terrabrasileira.com.br/

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